Diz-se que a vida é curta, outros preferem dizer que a vida é justa. Nem mais, nem menos do que se merece. Uns vão jovens, mas todos nos vamos algum dia. Quem sabe nos encontramos em outro lugar e continuamos a vida que pensamos levar. Hoje alcanço mais um ano vivido e não encontrei o presente junto à porta. Será um sinal de velhice? Isso porque nem ao menos deixei de morar com meus pais, logo presumo que sou já um solteirão de meia idade sem família e sem vergonha na cara de ainda morar com eles. Dizia minha mãe que a gente envelhece e nem sente, teoricamente ainda estou aprendendo as manhas da vida, ainda que ache já saber demais, não sei de nada. Só sinto que minhas pernas já não são tão ágeis como quando tinha 14 anos e jogava bola das 2 da tarde às 6, com uma pausinha de 15 minutos para tomar água, afinal, aqui faz muito calor. Depois de uma noitada de bola, meu corpo pede gelol, é sinal de velhice? Não fico na balada, como quando tinha 18 anos e saia às 8 da noite e voltava cedo, às 8 da manhã, todos os dias do fim de semana. E isso, será sinal de velhice ou de ajuizamento? Sei que agora tenho mais confiança de que quando tinha 20, 19, 18, a segurança em mim mesmo nunca foi um forte. Hoje tenho menos vergonha de falar e me expressar, sempre com parcimônia, pois me aflige o medo de falar besteira, são noites mal durmidas caso isso ocorra. O processo é natural, é como se houvessem passado nada mais do que 15 minutos, aqueles que passam enquanto você se deixa observar o vazio, preso às suas ideias, que no meu tempo eram idéias. O que se ganha e o que se perde com a idade? Só posso dizer o que vi durante estes 24 anos de existência, completos hoje, e que não é muita coisa, como se quase nada tivesse mudado nesse meio tempo de quase 3 décadas. Se eu sinto saudade de alguma época da minha vida? Sinto falta de momentos específicos, mas sou grato por estar aqui por mais um bocadinho de século.
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