Sempre achei que meu número da sorte fosse o vinte e três. E em tudo quanto era jogo, sena, mega-sena, rifa, sempre buscava esse número. Nunca saía. E foi então que resolvi mudar, escolhi o nove. Morava eu no nono andar, todas as camisas de futebol que possuía eram número nove, era o nono na lista de chamada da escola, por que não? Em ponta de faca, cabeça batia. Também não era esse. E fui variando, onze, sete, treze! Nenhum. Dei-me por vencido, talvez não fosse os números a minha vocação. Eis que, sentado um dia, pensando em como ganhar muito dinheiro, sem sair de casa e, de preferência, dormindo, descobri que não dava. Sentei-me a ler e percebi que realmente não eram aqueles números que me fariam melhor, pois não eram os números.
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