terça-feira, 11 de maio de 2010

Sentido, sem 3

Gosto de brincar com as palavras, palavrear, prosear, inventar construções, criar caminhos, fazer-te sentir correndo, com sono, com pressa, com dolo. Às vezes ninguém me lê, muitas vezes tu não me lês, todas as vezes. Mas eu sigo, continuo, sem desanimar, porque o faço com gosto, gosto do que faço. Só no meu cérebro eu sei o que penso, tento repassar, me distraio, logo penso em ti, em você, em nós. Se talvez houvesse um assunto que te interesse, ou mesmo que te interessa, porque, quem sou eu para subjetivar? Cansei da dualidade, eu, tu, nós, sempre. Trato de pensar em terceira pessoa, trata de pensar, tenta, não consegue. Sobe-lhe o desejo, por que tudo se trata de amor? Não há amor, há? Cansado, já? Pergunto demais, não é? É porque ninguém tem a resposta, nunca têm. Eles ou ninguém? Já não sei mais de nada. Voltei à primeira pessoa, nem me dei conta. Já sei! É disso que se trata, eu e você, ou tu, como queira(s). Ego. Ah, se soubéssemos latim.

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