Desde o início dos tempos modernos vem o homem com sua vontade de controlar o tempo. Controlaram as colheitas, controlaram o fogo, controlaram o universo ao seu redor, sem nunca, entretanto, poder controlar o tempo. Contos e histórias do passado reviviam a nostalgia dentro de cada um, o homem sonhava em refazer seu caminho, eximir-se da culpa cuja dor não pode aguentar. Um a um foram derrotados, e foi-se passando o tempo e o homem deu-se por vencido na sua luta contra o tempo, o relógio marca o que se perdeu e nada mais, nunca volta atrás. Poucos sabem, contudo, que o homem havia ganhado uma pequena batalha, uma das quais nem imaginaria ganhar. Contra o mal do esquecimento o homem estava curado; dentro de cada ser? Não, pois na sua angústia mercantilista não lhe restava um breve momento para refletir. Havia algo, porém, que lhes impedia de esquecer-se, e nem mesmo os mais brilhantes criadores puderam dar-se conta. O homem tinha um sonho, e para não restar-se no olvido, o escreveu.
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